segunda-feira, 21 de março de 2011

Estudo da revelação de Cristo nos Nossos Dias



O Imperador Domiciano (81 a 96 d.C.) governava o império
romano de forma despótica. Ele se considerava um deus,
espalhava imagens suas pelo império, punindo com martírio,
exílio, torturas, confisco e a morte quem não as adorasse.
Estabeleceu sistema de delatores, que agiam como
verdadeiros flagelos. Os cristãos da época acabavam
recebendo todo o impacto dessa política, uma vez que o
império estava sendo banhado com o seu sangue. O Apóstolo
João, autor do livro de Apocalipse, encontrava-se exilado na
ilha de Patmos, como resultado das perseguições em curso.
Lá, ele teve a oportunidade de refletir sobre o significado do
conflito que havia surgido entre o Estado Romano e a Igreja
Cristã. Levou em conta o conflito no seu sentido histórico e
cósmico e, meditando sobre suas vastas implicações, caiu
num estado de êxtase, sob a influência do Espírito Santo,
recebendo de Deus uma visão que lhe permitiu escrever o
"Livro das Revelações". Que resultaria de tudo isso ? O
Cristianismo iria acabar ? Deus perdera o poder ? Por que
Deus não intervinha ? Quem venceria as forças do inferno,
encarnadas em Domiciano ? Até quando o império romano se
manteria oprimindo os cristãos ? Este povo perseguido
precisava de alguém ou algo que os encorajasse e que lhes
desse uma visão de futuro que lhes garantisse a vitória,
apesar de perseguidos, dispersos e mortos. Não somente
eles, mas todos os povos que viriam depois, de alguma
forma, necessitariam dessas palavras de encorajamento,
dessas bem-aventuranças e dessa visão de futuro da vitória
de Cristo sobre o mal. É esta a grande mensagem que João
nos entrega através do seu Apocalipse. "Bem-aventurado o
que guarda a profecia deste livro" (Ap. 22:7), "Bemaventurado
é o que lê e os que ouvem"(Ap. 1:3), "Bemaventurado
os mortos que morrem no Senhor" (Ap14:13),
"Bem-aventurado o que vigia e guarda os seus vestidos" (Ap.
16:15).

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